Poemas Classificados

V Concurso Leve um Poema para a Feira - Edição 2009

Poemas classificados, de acordo com a avaliação da Comissão Julgadora, formada por professores do UniRitter.

     1º LUGAR: Leonardo Rocha de Almeida

EXEMPLO DE MAU ALUNO

Chegava à aula
E ele atrasado

Explicava a matéria
E ele dormia

Passava trabalhos
E ele nem percebia

Acabava o semestre
E ele se ia
Passava por maestria

E no final do curso
Não é que me surpreenderia

Artigos, dissertações e até monografia
Ele haverá publicado em demasia


     2º LUGAR: Éder José da Silva Júnior

SONHO BRANCO

Imagina se todos nós fôssemos palhaços.
Se todos pudéssemos fazer mágica
e tirar estrelas do bolso.

Se todos nós pudéssemos sorrir com o brilho de muitos sóis.
Todos pintariam a pele de branco
e teriam narizes vermelhos.

Nos enxergaríamos na íris cristalina dos nossos próprios olhos.
Não haveria mais espelhos.

Chutaríamos uma pedra e de lá tiraríamos felicidade.
Chutaríamos pedras à vontade.

Nossas lágrimas seriam remédio
e choraríamos pra curar o mundo.

Então, eu sorriria de graça,
de novo.


     3º LUGAR: “Sorrateira”, de Rafael Silva dos Santos e “O muro”, de Michele Cristina Jacomini Rodrigues Dipp

SORRATEIRA

Quem és tu, que invade meus pensamentos
Reprisando grandes e bons momentos
Me confundindo, mesclando sonho e realidade
Em algum momento toquei-te de verdade?

Ou foi delírio, sonho, apenas vontade?
Loucuras desejos de puberdade
Não é possível uma fantasia tão real
Tão intenso que é capaz de fazer mal

Fato é que te quero novamente em meus braços
Com a mesma volúpia e desejo de antes
Quero roubar-te mais beijos consentidos
Entregar-me a esse desejo sem sentido

Mas tem sentido, se a vontade é verdadeira
Vamo-nos privar por razão?
Não percamos tempo com a questão
Melhor aguardar tua volta, silenciosa e sorrateira

 

 

O MURO      

O muro quem constrói sou eu.
O muro que é Muralha, que é Mauer, que é da Mauá.
O muro que dá sossego,
O muro que deixa cego.

O muro que me cerca sou eu.
Fraca             Muralha                    só.
Só a Lua te vê de verdade.

Berliner berlinda Mauer
Por trás de tuas cores, horrores que ninguém vê.

Uáaa! Susto.
Mauá muro onde moro POA.
- Segura o rio, o lago! Não vejo a vista que há.

- Destrói, quebra, corrói o muro Tempo!

Deixa que eu sinta o vento, o cheiro da rosa, que eu veja a luz,
Preciso de uma fresta vital! No muro...
Que, enfim, cai.

Quero destruir o Eu fortaleza.
O Eu muro dói.
Quero ressurgir imensidão, como flor, como mar...
...garida.

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